1. Ataques
Um ataque Ă© qualquer ato cometido contra os recursos de um sistema de informaĂ§Ă£o ( redes, servidores, estações, equipamentos, dados armazenados, etc.) visando a obtenĂ§Ă£o, alteraĂ§Ă£o ou destruiĂ§Ă£o de dados sem autorizaĂ§Ă£o prĂ©via, ou com intenções de prejudicar, de modo parcial ou total, o funcionamento deste sistema. JĂ¡ Ă© considerado um ataque o simples acesso nĂ£o autorizado a dados ou informações armazenadas em um computador ou em uma rede de computadores, mesmo que nenhum dano tenha sido causado.
A lei brasileira prevĂª detenĂ§Ă£o de um mĂªs atĂ© 6 anos de prisĂ£o, alĂ©m de multa, de acordo com o delito.
2. Sistema seguro
Um computador, um sistema ou uma rede de computadores Ă© dito seguro se este atende a trĂªs requisitos bĂ¡sicos relacionados aos recursos que o compõem: confidencialidade, integridade e disponibilidade.
• Confidencialidade: diz que os recursos estĂ£o disponĂveis apenas para aqueles devidamente autorizados;
• Integridade: diz que os recursos nĂ£o podem ser destruĂdos ou corrompidos (principalmente com relaĂ§Ă£o Ă s informações) e o sistema tem um desempenho correto.
• Disponibilidade: diz que os recursos ou serviços do sistema estĂ£o disponĂveis sempre que forem requisitados.
Alguns exemplos de violações a cada um desses requisitos sĂ£o:
Confidencialidade: alguĂ©m obtĂ©m acesso nĂ£o autorizado ao seu computador e lĂª todas as informações contidas na sua DeclaraĂ§Ă£o de Imposto de Renda;
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Integridade: alguĂ©m obtĂ©m acesso nĂ£o autorizado ao seu computador e altera informações da sua DeclaraĂ§Ă£o de Imposto de Renda, momentos antes de vocĂª enviĂ¡-la Ă Receita Federal;
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Disponibilidade: o seu provedor sofre uma grande sobrecarga de dados ou um ataque de negaĂ§Ă£o de serviço e por este motivo vocĂª fica impossibilitado de enviar sua DeclaraĂ§Ă£o de Imposto de Renda Ă Receita Federal.
3. Motivos dos ataques
Os motivos para a invasĂ£o a um computador ou uma rede de computadores de uma empresa sĂ£o inĂºmeros. Alguns destes motivos podem ser:
• exibicionismo, curiosidade, diversĂ£o;
• utilizar seu computador em alguma atividade ilĂcita, para esconder sua real identidade e localizaĂ§Ă£o;
• utilizar seu computador para lançar ataques contra outros computadores;
• utilizar seu disco rĂgido como repositĂ³rio de dados;
• vandalismo (meramente destruir informações ou paralisar a rede);
• disseminar boatos, mensagens alarmantes e falsas (hoax);
• ler e enviar e-mails em seu nome;
• propagar vĂrus de computador;
• furtar nĂºmeros de cartões de crĂ©dito e senhas bancĂ¡rias;
• furtar senhas de acesso a servidores e provedores, para acessar a Internet se fazendo passar por vocĂª;
• furtar dados dos computadores, como por exemplo informações do seu Imposto de Renda, informações secretas da empresa;
• motivos polĂticos e ideolĂ³gicos;
• guerra comercial, sabotagem;
• vingança (ex-funcionĂ¡rios, desafetos, etc);
• terrorismo;
• guerra virtual.
4. Quem sĂ£o os invasores ?
Os indivĂduos que invadem as redes sem permissĂ£o sĂ£o chamados de hackers . Os invasores podem ser pessoas de dentro da empresa (insiders) ou de fora (outsiders). Normalmente sĂ£o indivĂduos com grande conhecimento em tecnologias de redes e programaĂ§Ă£o de computadores. Existem algumas variações sobre a denominaĂ§Ă£o dos invasores de redes, o termo hacker pode variar: hacker do bem e hacker do mal (cracker), hĂ¡ ainda o termo script kids para hackers que atacam sites e alteram as pĂ¡ginas Web (tambĂ©m chamados de defacers).
5. Cookies
Cookies sĂ£o pequenas informações armazenadas em nosso browser enquanto navegamos pela Internet. Estes cookies sĂ£o armazenados pelos sites visitados com a finalidade de colher informações sobre o nosso comportamento na rede. Estes cookies sĂ£o utilizados pelos sites de diversas formas, tais como:
• guardar a sua identificaĂ§Ă£o e senha quando vocĂª vai de uma pĂ¡gina para outra;
• manter listas de compras ou listas de produtos preferidos em sites de comĂ©rcio eletrĂ´nico;
• personalizar sites pessoais ou de notĂcias, quando vocĂª escolhe o que quer que seja mostrado nas pĂ¡ginas;
• manter a lista das pĂ¡ginas vistas em um site, para estatĂstica ou para retirar as pĂ¡ginas que vocĂª nĂ£o tem interesse dos links.
6. Engenharia Social
O termo Ă© utilizado para descrever um mĂ©todo de ataque, onde alguĂ©m faz uso da persuasĂ£o, muitas vezes abusando da ingenuidade ou confiança do usuĂ¡rio, para obter informações que podem ser utilizadas para ter acesso nĂ£o autorizado a computadores ou informações. Exemplos:
Exemplo utilizando telefone: algum desconhecido liga para a sua casa e diz ser do suporte técnico do seu provedor.
Nesta ligaĂ§Ă£o ele diz que sua conexĂ£o com a Internet estĂ¡ apresentando algum problema e, entĂ£o, pede sua senha para corrigi-lo. Caso vocĂª entregue sua senha, este suposto tĂ©cnico poderĂ¡ realizar uma infinidade de atividades maliciosas, utilizando a sua conta de acesso Ă Internet e, portanto, relacionando tais atividades ao seu nome.
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Exemplo utilizando e-mail: vocĂª recebe uma mensagem de e-mail, dizendo que seu computador estĂ¡ infectado por um vĂrus. A mensagem sugere que vocĂª instale uma ferramenta disponĂvel em um site da Internet, para eliminar o vĂrus de seu computador. A real funĂ§Ă£o desta ferramenta nĂ£o Ă© eliminar um vĂrus, mas sim permitir que alguĂ©m tenha acesso ao seu computador e a todos os dados nele armazenados.
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7. Vulnerabilidade
Vulnerabilidade Ă© definida como uma falha no projeto ou implementaĂ§Ă£o de um software ou sistema operacional, que quando explorada por um atacante resulta na violaĂ§Ă£o da segurança de um computador.
Existem casos onde um software ou sistema operacional instalado em um computador pode conter uma vulnerabilidade que permite sua exploraĂ§Ă£o remota, ou seja, atravĂ©s da rede.
Portanto, um atacante conectado Ă Internet, ao explorar tal vulnerabilidade, pode obter acesso nĂ£o autorizado ao computador vulnerĂ¡vel.
8. Segurança FĂsica da rede
A segurança fĂsica da rede trata dos aspectos de proteĂ§Ă£o e recuperaĂ§Ă£o de dados em casos de contingĂªncia de naturezas diversas como: inundações, terremotos, incĂªndios, acessos nĂ£o autorizados de pessoas aos ambientes dos equipamentos, falta de energia elĂ©trica, etc.
PrevĂª tambĂ©m a garantia do acesso Ă s informações pelos usuĂ¡rios em casos de interrupções crĂticas com a manutenĂ§Ă£o das bases de dados e das linhas de comunicaĂ§Ă£o. Isto implica em dispositivos de armazenamento redundantes e linhas de backup.
9. Segurança LĂ³gica
A segurança lĂ³gica da rede diz respeito Ă s ações para prevenir o acesso nĂ£o autorizado de qualquer indivĂduo aos recursos da rede, utilizando as diversas capacidades fornecidas pelas ferramentas de segurança de rede baseadas em software e seguindo as caracterĂsticas dos protocolos de comunicaĂ§Ă£o.
Em outras palavras, a segurança lĂ³gica guarda as fronteiras da rede de comunicaĂ§Ă£o e seus recursos, evitando o acesso nĂ£o permitido de forma local ou remota Ă s informações armazenadas na rede.
10. Segurança em profundidade
Segurança em profundidade significa criar mecanismos de segurança em diversos nĂveis ou instĂ¢ncias diferentes, aplicando-se desde os conceitos mais simples e elementares atĂ© os mais sofisticados em diversos setores da rede. Desse modo um invasor deverĂ¡ vencer diversos obstĂ¡culos seqĂ¼Ăªnciais atĂ© atingir seu objetivo final.
11. Incidente de segurança
Um incidente de segurança pode ser definido como qualquer evento adverso, confirmado ou sob suspeita, relacionado Ă segurança de sistemas de computaĂ§Ă£o ou de redes de computadores.
SĂ£o exemplos de incidentes de segurança:
• tentativas de ganhar acesso nĂ£o autorizado a sistemas ou dados;
• ataques de negaĂ§Ă£o de serviço;
• uso ou acesso nĂ£o autorizado a um sistema;
• modificações em um sistema, sem o conhecimento, instruções ou consentimento prĂ©vio do dono do sistema;
• desrespeito Ă polĂtica de segurança ou Ă polĂtica de uso aceitĂ¡vel de uma empresa ou provedor de acesso.
12. PolĂticas de Segurança
A polĂtica de segurança Ă© um conjunto de princĂpios que norteiam a utilizaĂ§Ă£o de todos os recursos do sistema de informaĂ§Ă£o. Atribuem direitos e responsabilidades Ă s pessoas que lidam com os recursos computacionais de uma instituiĂ§Ă£o e com as informações neles armazenados. Ela tambĂ©m define as atribuições de cada um em relaĂ§Ă£o Ă segurança dos recursos com os quais trabalham.
Uma polĂtica de segurança tambĂ©m deve prever o que pode ou nĂ£o ser feito na rede da instituiĂ§Ă£o e o que serĂ¡ considerado inaceitĂ¡vel. Tudo o que descumprir a polĂtica de segurança Ă© considerado um incidente de segurança.
Nas polĂticas de segurança tambĂ©m sĂ£o definidas as penalidades Ă s quais estĂ£o sujeitos aqueles que nĂ£o cumprirem as recomendações.
13. PolĂtica de Uso AceitĂ¡vel (AUP)
A polĂtica de uso aceitĂ¡vel (AUP, de Acceptable Use Policy) Ă© um documento que define como os recursos computacionais de uma organizaĂ§Ă£o podem ser utilizados. TambĂ©m Ă© ela quem define os direitos e responsabilidades dos usuĂ¡rios.
Os provedores de acesso Ă Internet normalmente deixam suas polĂticas de uso aceitĂ¡vel disponĂveis em suas pĂ¡ginas. Empresas costumam dar conhecimento da polĂtica de uso aceitĂ¡vel no momento da contrataĂ§Ă£o ou quando o funcionĂ¡rio começa a utilizar os recursos computacionais da empresa.
14. Continuidade dos NegĂ³cios
A proteĂ§Ă£o dos negĂ³cios das empresas nĂ£o depende somente da tecnologia, mas de conceitos, hĂ¡bitos e da cultura das pessoas envolvidas com a segurança da informaĂ§Ă£o.
As empresas jĂ¡ sabem da importĂ¢ncia da segurança nas suas redes, pois Ă© vital para a continuidade dos negĂ³cios em casos de incidentes contra o sistema.
Um grande exemplo de caso Ă© o episĂ³dio do dia 11 de setembro nos EUA mexeu com o mercado de segurança da informaĂ§Ă£o. A visĂ£o usual indicava apenas firewall, IDS e antivĂrus. Hoje, ataques de hackers ou insiders sĂ£o preocupações das empresas, mas questões de infra-estrutura e planos de recuperaĂ§Ă£o de informações, apĂ³s desastres, tornaram-se estratĂ©gicos. O foco atual Ă© manter o bom andamento dos negĂ³cios, proteger pessoas e ativos, nĂ£o dependendo das circunstĂ¢ncias envolvidas.
O Gartner Group - instituto especializado no setor - conclui que, apĂ³s os ataques, as questões de segurança se tornaram prioridades, o que ampliou o mercado desses softwares de US$ 1,9 bilhĂ£o, em 2001, para US$ 3,3 bilhões, em 2005, nos EUA. Atualmente outros institutos de pesquisa indicam que nos EUA os gastos com segurança jĂ¡ atingem 10% do orçamento com TI.
No mercado de trabalho, alguns resultados sĂ£o visĂveis: a profissionalizaĂ§Ă£o das empresas de segurança da informaĂ§Ă£o, o desenvolvimento de profissionais especializados e a conscientizaĂ§Ă£o dos usuĂ¡rios sĂ£o cada vez mais comuns, abrindo oportunidades para os profissionais da Ă¡rea.
Na Era da InformaĂ§Ă£o, a segurança da prĂ³pria informaĂ§Ă£o, tecnologia, recursos humanos e processos sĂ£o prĂ©-requisitos para se expandir no mercado.
Um Plano de Continuidade dos NegĂ³cios deve existir em casos de eventual emergĂªncia, e serĂ¡ ativado para estabelecer um conjunto distinto de ações com o objetivo de garantir que as atividades crĂticas continuem em operaĂ§Ă£o durante o perĂodo de contingĂªncia e conseguir que os negĂ³cios retornem Ă sua normalidade tĂ£o rapidamente quanto possĂvel.