PADRONIZAÇÃO, TRANSMISSÃO E CODIFICAÇÃO DE DADOS

PADRONIZAÇÃO, TRANSMISSÃO E CODIFICAÇÃO DE DADOS
1. Entidades de Padronização

ISO (International Standards Organization).
Criado em 1947,
Responsável por todos os tipos de padrões,
Aceita uma organização por país,
Exemplo: RM OSI-ISO, ISO 2110 ( conector DB-25 ).

ITU-T ( International Telecommunications Union ).
Antigo CCITT(Comitê Consultivo Internacional de Telegrafia e Telefonia),
Iniciou em 1992,
Formula e propõe recomendações para telecomunicações,
Exemplo: Padrões da RDSI Faixa Larga (I.121- Aspectos da RDSI-FL, I.211- Aspectos de Serviços, I.327- Arquitetura Funcional ).

EIA (Electronic Industries Association).
Formula padronizações técnicas dentro dos EUA,
Faz contribuições para o CCITT/ITU,
Exemplo: EIA RS 232, RS 449.
ANSI (American National Standards).
Desenvolve e publica padrões internacionais,
Inclui área de sistemas de comunicação digital,
Faz contribuições para a ISO,
Exemplo: Padrão ANSI X3T9.5 ( FDDI )

IEEE ( Institute of Electrical and Electronic Engineers ).
Órgão internacional formado por engenheiros para formular normas nas áreas de engenharia,
Exemplo: Padrão IEEE 802 ( Redes Locais e Metropolitanas ).
FÓRUNS: Frame Relay Fórum (FRF), ATM Fórum, DSL Fórum, etc.

2. Padrão ITU-T.
2.1. Dividido nas seguintes Séries:
A Organização da CCITT
B Significado das expressões
C Estatísticas gerais em telecomunicações
D Princípios gerais de tarifação
E Operação telefônica, qualidade de serviço e tarifas
F Operação telegráfica e tarifas
G,H,J Transmissão em linha
K,L Proteção
M,N Manutenção da linha e medições
O Especificação dos equipamentos de medição
P Qualidade da transmissão telefônica e aparelhos telefônicos
Q Recomendações para sinal e chaveamento telefônico
R1,R2 Sistema de sinalização utilizado entre centrais telefônicas.
R,S,T,U Técnica telegráfica
V Transmissão de dados sobre a rede telefônica
X Rede pública de dados
Z Linguagem de programação para chaveamento programado

2.2. Série V (resumo)

Recomendações para redes analógicas.
V.1: Equivalência entre símbolo, binário e condições codificadas em dois estados.
V.2: Nível de potência para transmissão de dados em linha telefônica.
V.3: Alfabeto internacional nº 5.
V.10: Características elétricas para circuitos não balanceados para dados.
V.11: Idem V.10 para circuitos balanceados.
V.21: Modem 300 bps para linha telefônica discada.
V.22: Modem 1200 bps FDX 2 fios para linha telefônica discada.
V.22 Bis: Modem 2400 bps FDX 2 fios para linha telefônica discada.
V.23: Modem 600/1200 bps para linha telefônica discada.
V.25:Equipamento de chamada e/ou resposta automática em linha discada.
...
V.90:Modem 56 kbps/33,6kbps para linha discada.
V.92:Modem 56 kbps/48kbps para linha discada, não derruba a conexão com o tom da chamada em espera.

2.3. Série X (resumo)

Recomendações para rede de dados.
X.3: Dispositivo montador/desmontador de pacotes (PAD).
X.4: Estrutura de sinal no código alfabeto intern. nº 5 para transmissão de dados.
X.21:Interface DTE/DCE para operação síncrona.
X.21 Bis:Uso de DTE com interface para modems da série "V" síncrona.
X.25:Interface entre DTE/DCE para terminais em rede de pacotes
X.28:Interface DTE/DCE assíncrona acessando via PAD.
X.29: Procedimento para troca das informações de controle entre PAD e DTE tipo pacotes.
X.32:Interface DTE/DCE síncrona para acesso a uma rede de pacotes via linha telefônica comutada.
X.75:Interface para interconexão entre redes de pacotes diferentes.
X.121: Plano Internacional de Numeração.
X.400: MHS ( Sistemas de Controle de Mensagens, Correio Eletrônico).
X.500: Padrão de diretórios internacional ( Ex. NDS-Novell ).

3. Transmissão de dados

3.1. Sinal Analógico.





Características:
Apresenta valores possíveis de amplitude.
Apresenta um número infinito de valores.
Representação: amplitude, freqüência e fase.
A Regeneração do sinal é complexa e feita por amplificadores.

3.2. Sinal Digital.

Um sinal é denominado digital se apresentar quantidade finita de níveis de amplitude
(normalmente 2), são valores discretos, como demonstra a figura.2.






Características:
O sinal possui variação discreta de amplitude no tempo.
Finitos valores de amplitude.
A Regeneração do sinal é fácil e feita por repetidores.
Outros tipos de sinais digitais com mais de dois níveis existem, tais como: ternários (4B3T ), quaternários ( 2B1Q ), etc.

3.3. Transmissão de sinais.
Em relação à transmissão de sinais, podemos classificá-la como: analógica ou digital, serial ou paralela, síncrona ou assíncrona.
Transmissão Série: também chamada de transmissão serial, consiste na transmissão de um bit por vez na unidade de tempo sobre a linha de dados. São as comunicações através dos modens e interfaces seriais (porta WAN ) de modo geral. Este tipo de comunicação possui esta forma devido à economia de recursos.
Transmissão Paralela: consiste no envio simultâneo de um conjunto de bits na unidade de tempo. Utilizada nas interfaces paralelas ( ex. impressoras paralelas )..



3.4. Modos de transmissão
A comunicação entre equipamentos de dados pode ser realizada em duas modalidades de
transmissão: Assíncrona e síncrona, que diferem entre si pela maneira como é
estabelecida o sincronismo entre as estações transmissora e receptora.
3.4.1. Transmissão Assíncrona.
Na Transmissão Assíncrona, ou Start/Stop, não existe um ritmo contínuo de sinais entre
origem e destino, desta forma a sincronia é estabelecida individualmente para cada caractere.
Com auxílio dos bits start/stop.
Start bit bit de partida adicionado antes do caractere, para indicar início.
Stop bit bit de parada adicionado após o caractere, para indicar fim.






Características da transmissão Assíncrona ou Start/Stop:
bits de início e fim (Start/Stop) para cada caractere.
bit de partida tem duração de 1 bit e o bit de parada pode ter duração de 1, 1.5 ou 2 bits.
transmissão normalmente não excedem 19.200 bps em linhas dedicadas e chegam até 56.000 bps em linhas discadas.
taxa de erro é relativamente alta devido a fragilidade do sincronismo em velocidades mais altas e baixa qualidade das linhas.
equipamentos que operam com assíncrono são mais simples e baratos,
alto overhead, em torno de 30%.
aplicações: Antigo Telex ( código Baudot ), Maioria dos programas de comunicação dos computadores pessoais (Telix, ProComm, HiperTerminal, etc.), Acessos discados à Internet ( assíncrono com PPP ).

3.4.2. Transmissão Síncrona.
Na Transmissão Síncrona., o sincronismo é enviado junto na transmissão. A sincronia é estabelecida no início de cada mensagem e em caso de mensagens longas, são inseridos sinais de sincronização durante a transmissão. A Figura 4 ilustra a Transmissão Síncrona.






Características:
transmissão de dados em blocos de caracteres.
caracteres de sincronização são transmitidos antes e durante os dados.
não há intervalo entre os caracteres.
os terminais devem ter “buffers” para acompanhar o ritmo de transmissão.
as transmissões suportam qualquer velocidade, baixas e altas.
transmissões com baixa taxa de erros, sem problemas de sincronismo.
baixo overhead, menor que 1% nos protocolos usuais ( HDLC, PPP, etc. ).
3.4.3. Modos de operação.
Modos que ocorrem a transmissão entre equipamentos de dados: simples, semi duplex (half-duplex) e duplex (full-dulex).
Operação Simplex.
A transmissão da informação se dá sempre no mesmo sentido. Como exemplos: o rádio,
TV, terminal de coleta de dados, algumas impressoras seriais simples, etc.
Operação Half-Duplex.
Na operação Half Duplex (HDX) a transmissão da informação se dá em ambos os
sentidos, porém não simultaneamente. Como exemplo: Rádio Amador, em comunicação de
dados podemos citar a comunicação entre equipamentos que utilizam protocolos HDX ( BSC por
exemplo ) que necessitam de confirmações e respostas às informações transmitidas.
Operação Full-Duplex.
Na operação Full Duplex (FDX) o intercâmbio da informação se dá em ambos os sentidos suportando a ocorrência de transmissões e recepções simultâneas. Como exemplos: o telefone, Redes Modernas de Comunicação ( Internet).
Na figura 5 estão representados os modos de operação:
Figura 5 - Modos de Operação: Simplex, HDX e FDX.






4. Códigos digitais
As máquinas digitais trabalham códigos digitais para representar a diversidade de  símbolos ( números, letras e símbolos especiais ) existentes. Normalmente utiliza o sistema binário ( 0 e 1 ), temos os seguintes conceitos na representação de símbolos:
BIT ( Binary Digit ) menor quantidade de informação (0 e 1)
CARACTERE conjunto de bits cuja quantidade depende do código ( 5,7 ou 8 bits ).
BYTE caractere composto de oito bits.
BLOCO conjunto de caracteres.
Os códigos digitais mais comuns são:
Código ASCII (American Standart Code Information Interchange): utiliza sete bits por caractere, usado para transmissão de dados e internamente nas máquinas digitais, ver Figura 06.
Código EBCDIC (Extended Binary Coded Decimal Interchange Code): utiliza oito bits por caractere, usado freqüentemente em equipamentos IBM, ver Quadro 2.
Código BRASCII: é um código estendido do ASCII a ser padronizado no Brasil, utiliza oito bits por caractere.
Código UNICODE. Padrão universal para todos os idiomas. Possui 16 bits.


 
Como exemplo dos códigos ( mais antigos ), podemos citar:
Código Morse: Samuel Morse, século 19, código para transmissão telegráfica ( código de ponto e traço )
Código Baudot: Emile Baudot, código de teletipos que utiliza cinco bits por caractere, usado nas máquinas de Telex e Teleimpressoras.
EXERCÍCIOS
1) Representar os caracteres "A", "B" e o comando "SYN" nos códigos ASCII.
2) Quais as diferenças entre sinal analógico e digital ?
3) O que são o IEEE e o ITU-T ?
4) Na sua opinião, porque atualmente os sistemas devem ser, necessariamente, digitais ?
5) Quais os tipos de transmissão são mais eficientes ?
6) Calcule e overhead de uma transmissão assíncrona com caractere de 8 bits, paridade e 1 bit de
parada.
Referências:
Soares, Luiz F.. Redes de Computadores. 2ª ed. Rio de Janeiro. Campus. 1997.
Sousa, Lindeberg Barros de. Redes: Transmissão de dados, voz e imagem. São Paulo. Érica. 1996.
Torres, Gabriel. Redes de Computadores: Curso completo. Ed. Axcel Books. 2001.
Tanenbaum, Andrew S. Redes de Computadores. Ed. Campus, 4ª ed. Rio de Janeiro. 2003.


INTRODUÇÃO ÀS REDES DE COMPUTADORES


INTRODUÇÃO ÀS REDES DE COMPUTADORES
1. Redes de Computadores.
1.1. Conceito de rede.
Uma Rede é um conjunto de recursos de hardwares e softwares interligados para prover a comunicação entre máquinas digitais com propósitos de compartilhamento de recursos. Estas redes formam a base do que chamamos de Sistemas de Informação e Comunicação e TI, que são estruturas organizadas e administradas com políticas das áreas de telecomunicações e informática. Os profissionais de redes são especialistas em informática, comunicação de dados e telecomunicações. Na verdade, todos os profissionais ligados à área de informática, como programadores e desenvolvedores de produtos e serviços afins, devem ter noções de redes.
Na prática, conhecemos três tipos de redes, de acordo com sua cobertura geográfica: Redes Locais (LANs), Redes Metropolitanas (MANs) e Redes de Longas Distâncias (WANs), provendo o suporte para Redes Corporativas, Redes Públicas de comunicação de dados, Internets e Intranets.
A figura 1 mostra um sistema de comunicação, utilizando LANs e WANs, conectando
computadores.

Figura 1: Rede de Computadores.
1.2. Topologias de redes.
A topologia de uma rede de computadores refere-se à forma como os seus componentes estão organizados em relação aos meios físicos de comunicação. As ligações físicas podem ser de dois tipos: ligações ponto-a-ponto ou ligações multiponto.
Outro aspecto importante em relação ao estudo das topologias das redes é o problema do acesso ao meio físico, ou seja, o compartilhamento e a ocupação do meio de transmissão pelos equipamentos. Neste caso podemos ter topologias de redes com acesso ponto-a-ponto e topologias com acesso múltiplo, neste último, existe a facilidade de qualquer máquina se comunicar com qualquer outra dentro da rede sem depender de ninguém. Na figura 2 vemos as topologias de redes ponto-a-ponto: Estrela, Anel, Árvore, Completa e Mista e as topologias de redes com acesso múltiplo mais comuns: Barramento e o Anel.

Figura 2- Exemplos de topologias.
2. Breve histórico
1950 - Computadores de grande porte ( mainframe ).
- Processamento centralizado.
- Processamento em lote.
- Primeiros modens assíncronos ( 300 a 1200 bps ).
- 1951 = O UNIVAC foi introduzido por Sperry Rand.
- 1952 = G.W.A. Dummer cria o Circuito Integrado
- 1956 = O primeiro Sistema Operacional foi criado por Bob Patric e Owen
- 1957 = FORTRAN foi inventado por John Backus da IBM.
1960 - Computadores comerciais.
- Processamento centralizado.
- Tempo compartilhado ( time-sharing ).
- Primeiros modems síncronos ( até 4800 bps ).
- Comunicação de dados sobre a Rede Telefônica.
1969 - UNIX foi introduzido por Kenneth Thompson e Dennis Ritchie dos Laboratórios Bell.
1969 - O Departamento de Defesa dos Estados Unidos liberam a ARPANE .
1970 - Tecnologias de minis e microcomputadores.
- Processamento centralizado e distribuído.
- Arquiteturas proprietárias: SNA (IBM), DecNet (Digital), DSA (Bull), etc.
- Início das arquiteturas padronizadas TCP/IP (1975) e OSI-ISO (1978-1984 ).
- Primeiras redes de pacotes ( 1976 surgiu a 1ª versão do X.25 ).
- 1972 = A Intel introduz o processador 8008
- 1974 = Zilog introduz a CPU Z80
- 1975 = Microsoft é criada por Bill Gates e Paul Allen
- 1976 = O primeiro CRAY é criado.
- 1977 = Apple II é introduzido por Steve Wozniak e Steve Jobs.
1980 - Surge o PC.
- Tecnologias de redes locais: padrão IEEE 802.
- Expansão e digitalização das redes públicas ( Tx digital, E-1, X.25 ).
- Difusão de sistemas abertos: TCP/IP e OSI.
- Início da expansão da Internet.
- 1985 = Intel 80386
1990 - Tecnologias para LANs, MANs e WANs: Frame Relay e ATM.
- Sistemas abertos
- RDSI ( Rede Digital de Serviços Integrados ).
- Expansão da Internet com a criação do navegador Mosaic .
- Tecnologia da Informação ( TI ).
- Processadores de alto desempenho.
20xx - Popularização das Redes Banda Larga, tráfego multimídia com interatividade,
Redes móveis, Computação nas nuvens, ...
EXERCÍCIOS
1) Coloque em ordem numérica os fatos da evolução dos sistemas.
( ) Início da Internet com a liberação da ARPANET.
( ) Processamento centralizado e em lote.
( ) Expansão da Internet com o “browser”.
( ) Processamento distribuído.
( ) Difusão do TCP/IP e RM-OSI.
( ) Popularização do conceito de Banda Larga.
2) Na sua opinião, qual o futuro das redes de telecomunicações ?
3) Qual o conceito de rede ?
4) Como a Internet foi criada ?
5) Qual a importância da Banda Larga dentro do conceito de redes ?
Referências:
Soares, Luiz F.. Redes de Computadores. 2ª ed. Rio de Janeiro. Campus. 1997.
Sousa, Lindeberg Barros de. Redes: Transmissão de dados, voz e imagem. São Paulo. Érica.
1996.
Torres, Gabriel. Redes de Computadores: Curso completo. Ed. Axcel Books. 2001.
Tanenbaum, Andrew S. Redes de Computadores. Ed. Campus, 4ª ed. Rio de Janeiro. 2003.

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<marquee>: define o efeito de texto passando pela tela.</marquee> encerra o efeito do texto passante. O comando <marquee>texto digitado</marquee> resulta no seguinte exemplo:
texto digitado       
Obs.: Funciona no Internet Explorer e no Netscape 7.02.

 
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